Controle Integrado de Pragas na Indústria

As pragas provocam danos ao homem desde tempos remotos, não só pelo risco à saúde que representam através de doenças transmitidas, mas também pelos estragos que causam, na estocagem de alimentos, nas contaminações de embalagens, produtos e ambientes.

Prejuízos e riscos
A presença e proliferação das pragas estão ligadas principalmente a dois fatores: condições favoráveis de abrigo e alimentação, que propiciam a reprodução desenfreada. Portanto, as pragas são produtos do próprio homem. A existência de roedores, insetos, pássaros, etc. geram graves riscos aos produtos, riscos à saúde das pessoas e riscos de alto potencial às instalações. Em suma, a segurança da qualidade do trabalho é comprometida. 

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 20% dos alimentos produzidos no mundo são destruídos por ratos. É considerado o número 1 da saúde, pois é responsável pela transmissão de mais de 40 diferentes tipos de doenças. Está provado que consome por dia 40% do seu peso em alimentos, além de estragar e deixar impróprios para consumo 10 vezes mais que essa quantia.

Controle
O Controle Integrado de Pragas preconiza um trabalho abrangente, incorporando recomendações preventivas e corretivas. O objetivo é impedir que pragas ambientais se instalem e gerem danos significativos. As medidas preventivas compreendem trabalhos de educação das pessoas e as Boas Práticas de Fabricação, conjunto de normas importantíssimas na indústria de alimentos, fármacos, cosméticos e afins.
As medidas corretivas por sua vez, compreendem a instalação de barreiras físicas que impeçam o acesso das pragas e a colocação de armadilhas para captura e identificação das espécies infestantes.
O controle químico, apesar de ênfase maior em ações preventivas, também está presente, mas como um papel coadjuvante, complementar às orientações de limpeza e higiene.

Requisitos para implantação: Controle Integrado de Pragas
1 – Conhecimento das instalações
2 – Conhecimento sobre as pragas
3 – Avaliação do ecossistema
4 – Mapeamento das instalações por pontos críticos 
5 – Avaliação do equilíbrio de riscos e benefícios do controle
6 – Formação de grupo para coordenação
7 – Determinação de equipe apta para o controle técnico/operacional
8 – Sistema adequado de monitoramento
9 – Embasamento de Boas Práticas de Fabricação
10 – Bom senso

Fonte: 
IV Congresso Internacional de Controle de Vetores e Pragas – Anais da Expoprag 2002