Chumbinho, 1080, mão branca… Nada disso é raticida.

No último 25 de maio, mais uma vez a sorte precisou marcar presença para que cerca de 15 crianças não tivessem complicações mais graves por intoxicação. Infelizmente a imprensa de modo geral noticia todos esses episódios como “ingestão de raticida” seja ela acidental ou criminosa. Neste último caso ocorrido em Avaré-SP, onde uma criança levou para escola uma substância química e distribuiu com os colegas de sala achando que era alimento, ou ração de peixe, teve final feliz. O grupo foi liberado algumas depois e todos ficaram bem, mas geralmente os desfechos são trágicos. No final desse texto você poderá ler mais sobre a notícia (leia também), mas nosso objetivo aqui é fazer um apelo a própria imprensa,  autoridades policias  e da  área de saúde para que ajustem a comunicação ao falar de substâncias químicas destinadas a outros fins e anunciadas aos quatro ventos como “RATICIDAS”.

Para que um produto seja literalmente rotulado como raticida é preciso um longo caminho, que inclui pesquisa, testes de segurança e eficácia, licenças, registros e por fim comercialização dentro de normas especificas do Ministério da Saúde.  Substâncias como por exemplo o Aldicarbe (agrotóxico de alta toxidade, apresentado em pequenas esferas na cor grafite, daí o nome chumbinho), que foi encontrado em casa e levado por essa criança da escola paulista, chega aos domicílios do país e matam pessoas e animais todos os anos por conta do desvio e ação criminosa de marginais que fracionam grandes embalagens e distribuem em pontos de vendas de forma precária como a imagem deste post. Esses produtos não foram concebidos para controlar a população de ratos. Os verdadeiros raticidas utilizados no país, seja por órgãos da saúde pública, ou empresas licenciadas como nossa rede, são extremamente seguros e seletivos. Os produtos licenciados no Brasil para combater as populações de ratos dispõem de antidoto e ampla literatura para emergências médicas. A rede UNIPRAG se une há outras diversas ações realizadas por empresas, associações, municípios e estados brasileiros na luta contra esse absurdo que finda vidas, e apela para você formador de opinião, que compartilhe materiais como esse e leve a população e outros formadores; principalmente imprensa, entidades médicas e policiais, a necessidade de reforçar a proibição do comercio desses produtos e principalmente de se publicitar que o acidente ou crime foi causado por VENENO DE RATO.

Para nós do mercado profissional de controle de pragas urbanas fica a torcida para que o cerco aos traficantes se feche e não haja novos acidentes, caso ocorram, que na próxima crônica policial, seja noticiado que o acidente foi causado por ingestão de substância química vendida clandestinamente de forma criminosa como falso raticida. Embora oficialmente banido, esses produtos matam ratos, cães, gatos e seres humanos. A comercialização desse tipo de produto é considerado crime inafiançável. Denuncie as autoridades.

Leia mais

Nota da ANVISA sobre reavaliação do Aldicarbe
Perguntas frequentes sobre Chumbinho respondidas no site da ANVISA.
Criança leva raticida para escola, e 15 vão parar no pronto-socorro em SP  Veja no BOL Noticias